Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Questão de tempo

Um minuto. Fração de tempo tão curta, porém tão definitiva. Irremediável, incontrolável, resoluto. Muitos deles passam em branco, outros tantos são lembrados para sempre como o momento definitivo em que algo foi realizado ou teve início.

Minuto este, tão veloz e cruel, é capaz de alterar vidas para sempre bruscamente. E já se foram trinta segundos. Cada instante de nossas vidas faz a diferença em nosso futuro, e, principalmente, no tempo atual. Ao contrário de cada passo, estes sessenta segundos nos levam ao desconhecido, possível apenas dentro de nossa imaginação. Além de cruel, é enigmático.

Uma ação impensada pode levar a uma vida de minutos cheia de lamentações. O inconseqüente jamais se livrará das conseqüências deste ato. Na memória, restará a imagem gravada daquele momento em que tudo foi pelos ares.

O mundo é ditado pelo relógio. Podemos dominar o planeta, mas às 14:00 existe um compromisso inadiável. E não há possibilidade de atraso. Nem ao menos por um minuto.

Curioso perceber que, este tempo veloz raramente é lembrado em algo positivo. O bom nos dá alegria e força, mas a ferida jamais sairá de nossa pele. Por mais que este minuto atual seja bom, sempre nos lembraremos daqueles que não nos faria falta alguma. O minuto é deixado para trás apenas no relógio. E ele é apenas um.

Inventado por FANATICO, em 4:36 PM Turma do Amendoim:

Sábado, Agosto 20, 2005

Fã de verdade

A situação estava tão grave que foi necessária uma reunião de família para resolver a questão. Cláudia estava dois meses de luto após a morte de Frank Sinatra, chorando pelos cantos, usando apenas preto e tudo mais. Reinaldo, seu marido, não tinha mais ânimo para nada diante da humilhação que sua esposa o afligia. Cláudia se desculpou com o marido, mas a paixão por seu ídolo era mais antiga, o que ela podia fazer? Até o final daquele ano, após a reunião familiar , o casamento de Reinaldo e Cláudia, que ainda era recente, parecia caminhar para a normalidade.

Mas a paz de Reinaldo durou pouco. Assistindo televisão como fazia normalmente, Cláudia descobriu sua nova paixão: David Beckham. Ao ver uma matéria sobre o jogador inglês, ela encantou-se imediatamente pelo então atleta do Manchester United. Claudia passou a torcer pelos Red Devils como se fosse seu time desde pequena, comprou camisa do ídolo e chegou até mesmo a cogitar a possibilidade de visitar a Inglaterra, mas Reinaldo alertou a esposa de que a situação financeira do casal não permitiria tal estripulia.

Houve um momento em que a paixão de Cláudia ficou estremecida, logo após o casamento de Beckham com uma das Spice Girls. Por alguns dias, Cláudia andou deprimida novamente, mas rapidamente descobriu o culpado: Reinaldo, logicamente, que a impedira de conhecer o ídolo pessoalmente e encantar o inglês com seu charme brasileiro.

Reinaldo, o marido constantemente humilhado, já estava debandando para o álcool quando Claudia o brindou com uma bela novidade: estava grávida. A felicidade foi geral, já que eles encontravam problemas para ter seu primeiro filho. Dali para frente era Beckham todo dia, nem que fosse em vídeo tape.

Após nove meses de David Beckham em doses cada vez maiores, chegou o esperado dia do nascimento. O médico encarregado do parto anunciou:
- Menina!!
Foi muito chato. Era a cara do David Beckham.

Inventado por FANATICO, em 1:06 AM Turma do Amendoim:

Sexta-feira, Julho 08, 2005

História de Casal

Floriberto tinha dezoito anos e não era bem, digamos, o sonho de consumo de qualquer mulher. Para começar, era feio e acreditava ser ainda mais feio do que realmente era. Além de feio, Floriberto era pobre, daqueles que não tinham onde cair morto. Vê-se logo o drama: feio, pobre, o que mais faltava? Ser crente, canhoto e corintiano? Pois não falta mais. O desgraçado tinha a seu lado apenas algum talento para a escrita, fator este que ele utilizava muito bem. Vivia escrevendo poemas apaixonados, cada semana com uma ilusão diferente. Uma garota que o olhasse já era motivo para encher de esperanças seu coração maltratado. Claro que ele eventualmente acordava de seus sonhos e retornava para sua tristeza e melancolia diária.

Já Sandra Rosa era uma mulher de dotes múltiplos, além de cobiçadissíma na região. Era filha de fazendeiros ricos, mas de reputação duvidosa. As coisas que diziam a respeito de Sandra Rosa eram assustadoras. Mas ela fazia-se superior, ignorava os boatos e seguia com sua vida, por mais devassa que fosse. Um belo dia, Floriberto cruzou com Sandra Rosa e a paixão foi imediata. No momento, Floriberto chegou até a formular uma música com o nome da moça, mas não vamos nos ater a este detalhe. E desta vez, não havia cristão que o fizesse mudar de idéia.
- Ela é linda e rica Flori, não é pro teu bico - dizia o amigo
- Não importa, eu a amo.
- Ela sai com homens por dinheiro.
- Eu arrumo.
- Ela tem um pacto com o Canho, ela peida no fubá...

Mas não adiantava, Floriberto já não ouvia mais. Ficava apenas a pensar em seu amor, e como faria para a conquistar. Mas de que maneira? Não era bem apresentável, não tinha dinheiro e não tinha a menor idéia de como se aproximar de uma mulher. Um belo dia, no colégio, o chamaram para participar de uma pelada:

- Hei Flor (risadas dos engraçadinhos), vem aqui completar nosso time.
- Eu? Eu nunca joguei futebol.
- Taí a oportunidade, quem sabe você não é bom?

Mesmo com todos contra, era uma queimação de filme estar com Floriberto, ele entrou no jogo. E realmente, descobriu que tinha alguma aptidão na vida: era mesmo bom no futebol. Em dois meses, estava nas categorias de base de seu clube de coração. Com alguns trocados no bolso, resolveu que era hora de investir na sua paixão. Sua decepção foi ainda maior que sua paixão: ao se aproximar da casa de Sandra Rosa, ela estava esperando outro homem e o tratou com total frieza:

- Saia já daqui seu feioso, você acha que me envolvo com gente de sua laia?
Após muito chorar, era um homem sensível a bichinha, Floriberto limitava-se a pensar: "Essa quenga me paga."
Pois então, Floriberto subiu na vida, e após alguns meses estava no time profissional, ganhando uma respeitável quantia. Chegou a seleção, e sua transferência para o exterior era questão de tempo. Um dia, a proposta veio, e Floriberto ficou ainda mais rico. Era chegada a hora da vingança.

Bom, com tanto dinheiro ganho, Floriberto conseguiu mudar um pouco seu layout, estava mais apresentável. Numa festa, ele encontrou Sandra Rosa, que estava um pouco estranha, magra demais, nem imaginou Flor que era efeito de drogas, sabe-se lá. Vocês conseguem imaginar que não foi difícil para Floriberto levar a totalmente embriagada Sandra para a cama. O plano de Flor era conquistar Sandra e depois a desprezar, como ela havia feito com ele. Mas o tiro saiu pela culatra: ela engravidou. Sabe como é, Flor não conhecia essa história direito.

A família tradicional de Sandra Rosa obrigou os dois a casar, e Sandra, vendo a fortuna de seu futuro marido, não reclamou muito. Mas o casamento dos dois não anda muito bem. Todo dia, os dois mal se olham. O filho, que agora tem seis anos, recebe o melhor tratamento do mundo. Para manter as aparências, dormem juntos e dedicam seu último pensamento diário ao outro:
- Essa quenga, pensa ele.
- Essa bichinha, pensa ela.

Inventado por FANATICO, em 3:31 AM Turma do Amendoim:

Domingo, Junho 26, 2005

Questão de Instinto

Ela era apenas uma bola. Todo dia passava pela mesma rotina: chutes e mais chutes em seu ventre. Alguns a tratavam bem, mas sempre existia algum jogador mais, digamos, rudimentar. O nome dele era Tonhão, e seu apelido era assustador (para as bolas): "pé em forma de dedão", mais tarde abreviado para "pédão". Tonhão era um conhecido estourador de bolas. Mas aquela bola não havia cristo que o fizesse arrebentar.

Um belo dia, após o treinamento, a tal bola estava quieta em seu canto. Após cuidar um pouco de suas feridas, adormeceu. Quando acordou, reparou que havia virado gente. Seu primeiro pensamento humano foi "Que horror, eu estou nua". Com o tempo, ela descobriu que a vida era bem mais difícil como mulher do que como bola. Após se olhar um pouco no espelho, havia se achado bonita, vestiu um uniforme esquecido no vestiário e saiu a andar. Tudo era novo, fascinante. Resolveu que seu nome seria Joelma, como o edifício.

Após meses e meses enfrentando a burocracia, Joelma agora tinha documentos oficiais, era uma cidadã. Descobriu que tinha de trabalhar, e arrumou emprego como faxineira no próprio clube onde havia "nascido". Joelma trabalhava duro, e as vezes amaldiçoava a mudança radical em sua vida: "Bola não paga aluguel," pensava ela. Um dia, se casou. Moravam em um pequeno apartamento, junto com toda a família do marido. Após anos de casada e dois filhos já crescidos, Joelma acertou a Mega Sena acumulada e ficou rica. Todas suas preocupações acabaram. Mas Joelma seguia trabalhando no clube, assim não esquecia de suas origens.

Nas suas férias, conheceu a Europa. Agora era uma mulher chique, rica, cobiçada. Mas nuca traiu seu marido. Era uma bola de princípios. Quando voltou a trabalhar, teve dificuldades para se re-adaptar ao horário. Afinal, dois meses na Europa mudam muita coisa. Após o almoço, Joelma estava com muito sono e decidiu tirar uma pequena soneca. Quando acordou, reparou que tinha voltado a ser bola. Seu último pensamento humano foi "Jesus, eu estou um caco". No primeiro chute Joelma estourou, obra de Tonhão, claro. Mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Inventado por FANATICO, em 1:13 AM Turma do Amendoim:

Sábado, Junho 11, 2005

O terror

Estava em meu quarto na concentração, lendo um livro qualquer, numa tentativa desesperada de matar o tempo. Então, Ernesto rompeu quarto adentro, trêmulo e pálido, a beira de um ataque de nervos. Logo ele, capitão da equipe, jogador experiente que sempre procurou tranqüilizar os companheiros e permanecia frio nos momentos de maior pressão. Antes mesmo de indagar o motivo de seu desespero, ele começou a falar.
- João, minha vida virou um inferno. Não consigo dormir, comer, passo o tempo todo esperando o próximo golpe.
Golpe? Pedi mais detalhes.
- Começou mês passado. Estava em casa descansado, era nosso dia de folga. As seis da manha, um táxi bate a minha porta. Minhas explicações de que não havia pedido um táxi foram inúteis, o motorista limitava-se a vociferar contra mim, não fazia sentido pedir um táxi se não tinha intenção de o utilizar. Até as nove da manha, outros dezoito táxis tocaram a buzina em frente a casa, numa sinfonia que acordou toda a vizinhança e virou-a furiosamente contra mim. A senhora que mora em frente a minha casa disse coisas que nem dentro de campo tinha ouvido.
Pergunto-lhe quem estava fazendo isso com ele.
- Se eu soubesse, já havia tomado uma atitude e não estaria nessa situação. Depois dos táxis, o desgraçado passou a encomendar em meu nome tudo que pode ser feito por telefone e internet. Para piorar, publicou em todos os jornais um anúncio com meu telefone, oferecendo os serviços de uma "jovem fogosa e liberal". Meu telefone não parava um minuto de tocar. Tive que trocar de número, um trabalho enorme.
Eu estava perplexo com tanta maldade. Vislumbrava a possibilidade de ser o alvo da próxima brincadeira do vilão invisível. Mas Ernesto prosseguiu.
- Nos dias seguintes, os jornais anunciaram, com declarações minhas inclusive, minha transferência para equipes do exterior, mas cada matéria colocava um clube diferente como sendo meu paradeiro. Meu empresário me abandonou, dizendo que eu estava tomando decisões sem o contatar. Dias depois, uma entrevista bombástica minha saiu no principal jornal do país, na qual eu criticava os dirigentes, treinador e outros companheiros de equipe. Agora, ninguém mais fala comigo no clube que eu me criei! A convivência se tornou insuportável. Minha família era o que me restava. Restava. Após os boatos de que eu teria de abandonar a carreira por problemas cardíacos, minha esposa foi embora com as crianças, pois eu havia traído a confiança dela ao esconder tal fato.
- Nesta semana, ele me alistou no exército da salvação, na marinha, na aeronáutica, mandou cartas para líderes religiosos criticando veementemente as ações tomadas nos últimos anos, assinando como "Ernesto, o Anti-Cristo" e..
Nesse momento o interrompi, furioso:
- Mas quem é o canalha que está fazendo tudo isso com você?
- Não sei. Pode ser qualquer um, até mesmo você..
Eu? Sim, seria bem possível.

Inventado por FANATICO, em 9:51 PM Turma do Amendoim:

Sábado, Maio 21, 2005

Paixão clubística

Roberto era casado com Maria há 20 anos. Desde garoto era apaixonado por sua namorada e por seu clube de coração, o Cruzeiro. Quando mais novo, Roberto levava Maria com ele para todos os jogos, e às vezes, todos os treinos. Mas a vida foi agindo e o tempo, passando. Roberto deixou de ir aos jogos com tanta freqüência, pois tinha de trabalhar para sustentar seu lar, sua esposa, seu recém nascido filho e claro, sua sogra.

Agora, seu filho, nomeado Alex em homenagem ao ídolo de 2003, tem seis anos, estudando. Sua sogra, louca de pedra, acabou internada em uma casa de repouso. Repouso para os outros que se livraram da biruta, pois para ela era hospício mesmo. Roberto cresceu na empresa, passou a receber um bom salário, permitindo que sua esposa largasse os bicos como faxineira, lavadeira, etc. Mas Roberto trabalhava demais, todos os dias acordava cedo e só conseguia reunir a tranqüilidade suficiente para dormir pouco antes de acordar. Roberto havia deixado os estádios, mal conseguia acompanhar os jogos pela televisão: sua mulher e seu filho dominavam o aparelho.

Mas um dia, notando o cansaço de Roberto, seu patrão decidiu lhe dar férias, um mês para recarregar as energias. Após três dias dormindo, Roberto decidiu acompanhar alguns treinos do Cruzeiro, reviver os velhos tempos. Mas Maria não quis acompanhar seu marido nessa jornada ao passado, havia largado os costumes futebolísticos. Por quinze dias, Roberto foi a todo lugar com seu clube, viagens, treinos e claro, nos jogos caseiros. Um dia, Roberto saiu e deu com os burros n'água: o treino daquele dia havia sido cancelado.

Sem ter o que fazer, Roberto decidiu voltar para casa, quem sabe ficar um pouco com sua mulher. Mas ao chegar, viu que alguém já o estava fazendo. Em um primeiro momento, ele ficou chocado, imóvel. Olhou novamente, como a confirmar o acontecimento. Mas não havia engano: sua mulher estava mesmo com outro. Pior: o outro estava, estranhamente, trajando o uniforme do Atlético. Roberto encheu-se de coragem e estava disposto a acabar com aquela palhaçada no braço, mas paralizou-se novamente ao ouvir sua mulher gemer algo que lhe pareceu ser "Galooooo".

Roberto não disse uma palavra e saiu sem ser notado, indo caminhar cabisbaixo pelas ruas. Voltou tarde da noite, bêbado, sem abrir a boca para responder aos apelos de sua mulher, que nunca o vira neste estado antes. No dia seguinte, preferiu voltar ao trabalho antes mesmo de suas férias acabarem. Hoje, quando lhe perguntam de futebol, Roberto prefere mudar de assunto. Para ele, a traição não era problema, ele mesmo havia pulado a cerca algumas vezes nestes anos todos de união. O ponto principal de sua tristeza era que agora lhe fazia sentido a estranha paixão que seu filho desenvolvera pelo Atlético.

Inventado por FANATICO, em 1:28 AM Turma do Amendoim:

Sábado, Maio 14, 2005

Uma estória quase real...

João Ernesto chegou ainda criança ao Cometa da Montanha, time de maior apelo da região norte do Cabo Verde. Em um ranking nacional, o Cometa tinha a segunda maior torcida em um país apaixonado por futebol, embora sem muita tradição continental e de apelo praticamente nulo no âmbito mundial.

Aos dezessete anos, João estava prestes e estrear na equipe profissional do Cometa após doze anos sofrendo nas categorias e competições da base. Desde garoto, seu talento transbordava as possibilidades do clube, que de todas as maneiras lutava para o manter no país, já que João foi constantemente assediado por alguns dos grandes clubes da Europa por toda sua infância e adolescência.

Com o estádio lotado, João entrou no gramado para sua primeira aparição como profissional. Apesar do tradicional frio na barriga e de todo o nervosismo, João entrou determinado a mostrar o seu talento. E assim o fez. Nas três temporadas seguintes, ele foi a principal peça das grandes conquistas do clube, marcando muitos gols e se transformando no maior ídolo do clube e esperança de um povo que há tanto esperava por um grande talento em sua seleção.

Mas a sonhada transferência para a Europa não veio, frustrando João. Foi noticiado que o clube pediu muito por seu futebol, os diretores cresceram os olhos nos euros e imaginavam um rio de fortunas. Para eles, claro. No ano seguinte, um grupo de origem duvidosa comprou o Cometa, contratando um caminhão de astros locais e outros continentais. João acabou indo parar no banco de reservas, pouco tempo depois de estrear na seleção nacional.

Assim, nas duas temporadas seguintes, aquele que um dia foi o maior ídolo da torcida foi sumindo dos noticiários, dos jornais, das mesas redondas, das partidas e até mesmo do banco de reservas. Tinha chego ao fundo do poço. Começou a beber, deixando de ir aos treinos. Abandonou o clube e, sem dinheiro, foi morar nas ruas. Da fama, fortuna e mulheres, passou ao anonimato, a pobreza e solidão.

Um dia, já aos 30 anos, estava em uma pelada mostrando sua habilidade a um grupo de garotos quando um rapaz ligado ao Cometa se maravilhou com o futebol daquele mendigo. Quando se aproximou de João, o reconheceu e emocionou-se com a situação daquele que um dia fora seu ídolo. Convidou-o para voltar ao Cometa, que então passava por uma forte crise, os tais investidores haviam abandonado o clube após uma investigação governamental.

A princípio, João pensou em recusar o convite, guardava uma mágoa do clube, mas concluiu que esta oportunidade poderia lhe devolver sua dignidade perdida. Após três meses de fortes treinamentos para recuperar sua forma física, João ia estrear novamente no Cometa, mas desta vez sem qualquer tipo de nervosismo. Após tudo que passou, João era pura motivação, combinada com sua excelente técnica. Nos minutos finais de uma partida, João entrou no gramado e em um lance individual, marcou o gol da vitória do Cometa, levando a torcida a loucura.

E então, João ouviu os torcedores gritando seu nome incessantemente, e chorou. Nesse momento, João nasceu novamente.

Inventado por FANATICO, em 12:57 AM Turma do Amendoim:

Terça-feira, Maio 03, 2005

Mudanças...

Tudo começou com um copo, aquele mesmo, que foi atirado no gramado no Brasileirão do ano passado. Aquele, que gerou polêmicas e foi o abre-alas de uma chuva de itens bizarros atirados em campo. Houve muita discussão em torno do assunto, e uma das primeiras medidas, após o apelo da mídia, foi um fracasso. A idéia de dar cartões amarelos e vermelhos para a platéia foi boa, humoristicamente falando, mas não funcionou na prática. Não havia espaço na súmula para anotar tantas advertências, e muitos torcedores acabavam levando 5 amarelos sem serem expulsos.

Como não podia controlar os torcedores, a medida foi levar as partidas para longe, no mínimo cem quilômetros distante do local original, a cena do crime se assim preferir. Os geniais cartolas descobriram que os torcedores têm pernas e podem se movimentar por terra, na maioria das vezes de ônibus. Mas era tarde demais, a cena já havia se repetido. Sem opções, decretou-se então o polêmico Portões Fechados, punição aos clubes que permitissem atos de desrespeito ao espetáculo por parte dos adeptos.

A principio, a coisa funcionou bem. Poucos se acostumavam com a idéia de arquibancadas vazias, outros chegavam até a viajar, esquecidos da punição, e voltavam de mãos abanando. Mas o futebol brasileiro é cheio de gênios, temos de admitir. Um deles, insatisfeito com uma derrota, teve uma idéia espetacular: pedir o anulamento da partida. Segundo o mesmo, como estava prevista uma partida com portões fechados, quem não fosse dos clubes não poderia estar lá, como a imprensa e câmeras de televisão.

Atônita, a CBF nada pode fazer, realmente não havia nada no regulamento que desse permissão a repórteres e outros bicões estarem no gramado. Seguidamente, os estádios passaram a ficar de portas fechadas, e a teve começou a perder audiência sem as partidas de futebol a cada três dias na sua telinha. Até que alguém teve uma idéia sensacional: a novela Futebol.

Claro, era a maior das invenções. Cria-se uma trama, com um garoto pobre que quer ser jogador de futebol, e todo o enredo ao redor, como o dia a dia dos clubes e partidas, com narração do Galvão e comentários do Casagrande, claro. O lançamento de Futebol parou o país. Por seis meses, o país todo acompanhava a trama e até emissoras de outros países compraram direitos para transmitir a novela. Afinal, era o futebol perfeito, sem erros, um sonho para os torcedores.

Um dia, o futebol de verdade voltou. As torcidas deixaram de ir ao estádio para ver a novela, e conseqüentemente, os portões passaram a ficar abertos, afinal, não poderia haver desordem com as dependências sempre vazias. Mas o público preferiu a novela por uma simples razão: a novela tinha beijo.

Inventado por FANATICO, em 1:52 AM Turma do Amendoim:

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Mais um conto de Fanatico após o sucesso da saga de Manú

O ano era 1940. Rosemiro e Wanderléia estavam há vinte e cinco anos casados e já tinham tido doze filhos, sendo onze garotas (Mariscreide, Giovánia, Rosimari, Ortunda, Rivozófia, Osmarete, Roseléia, Wandermira, Miroléia, Wanderose e Marinóide) e um garoto (Uóchitô), mas que nasceu tão retardado ao ponto de atear fogo no próprio corpo e dar risada até a carbonização completa. O sonho do casal era ter um filho homem para carregar o nome da família, condenado a extinção após o casamento de todas as garotas.

Mas o desejo maior de Rosemiro em ter um filho homem era poder ter realizado seu sonho de ter alguém de seu sangue jogando futebol. Coisa de homem, de pai, vocês sabem. Mas com a já avançada idade de Wanderléia, tornava-se perigoso (além de pouco provável) para a saúde dela ter outro filho, engravidar novamente. Mas vocês, meus fiéis leitores, sabem que diversão de pobre é procriar. Então, aos 46 anos, Wanderléia ficou grávida mais uma vez. Após nove meses de espera, ansiedade, planos e uma fortuna gasta em mercadorias para o tão sonhado filho homem, eis que nasce Rosália, a décima segunda filha do casal.
Quando ficou sabendo, Rosemiro ficou catatônico. As palavras do Dr. Mendonça o atingiram como um tijolo baiano: "Parabéns, é uma linda garota". Rosemiro acabou internado em choque, ficando no leito ao lado de sua mulher e de Mendonça, que mal podia se mexer, de tão descabida foi a reação agressiva de Rosemiro. Dizem que Mendonça acabou gostando e virou baitola, mas isso é outra história.

Totalmente sem mais opções e desiludido da vida, Rosemiro teve a brilhante idéia enquanto afogava suas mágoas no boteco com os amigos: criar a filha como se fosse um garoto. Sim, era genial. Acostumava-se desde cedo a menina como um garoto e tudo daria certo. Seus olhos brilhavam e Miro já via seu filho(a) com a camisa dez do Fortaleza, seu time de coração. "Fortaleza é pouco, esse garoto vai jogar no Rio de Janeiro, na Seleção!"

Claro que para manter essa história muitas precauções teriam de serem tomadas. Por exemplo, Rosália nunca poderia ver suas irmãs nuas, sua mãe ou outras amigas para que a garota não reparasse nas semelhanças entre as partes e descobrisse a tramóia. Outra medida foi procurar um médico que entendesse a situação e que pudesse injetar hormônios masculinos na garota, para que suas formas femininas não se desenvolvessem da maneira normal. Assim, aos onze anos, Rosália, batizada e registrada como Marco Antonio, tinha cabelos compridos, barba e bigode, mas o contorno de seu rosto era diferente. Um dia fez a barba e chegou a imaginar-se mais bonito que suas irmãs, mas tinha um treino no Fortaleza em meia hora, sinal de que estava atrasado, e acabou esquecendo da sua feminilidade.

Aos 16 anos chegou ao time profissional do Fortaleza e Marco Antonio era visto como uma promessa do futebol nacional. Mas sua carreira começou a declinar quando se apaixonou por Batistinha, zagueiro viril e truculento. A princípio, Marcão (para os chegados) sofreu muito, nunca imaginava ser um homossexual. A reação de seu pai ao saber disso seria algo inimaginável. Preferiu negar por um tempo, mas não tinha jeito, o amor é cego.

Então, Marcão resolveu que iria se arriscar e declarou seu amor para Batistinha. A reação do zagueirão foi a que Marco esperava, um beijo apaixonado. Mas o romance escondido durou pouco, foram descobertos aos amassos na concentração. A esta altura, Batista já havia descoberto o segredo de Marco, mas preferiu preservar a garota e nada falar, afinal a verdade poderia traumatizar Marcão.

Pegos em flagrante antes da final do Estadual no quarto da concentração no meio da tarde, foram expulsos do clube e da cidade, era uma época de tabus. A profecia do pai se concretizou quando o casal desembarcou no Rio de Janeiro, seu filho(a) estava finalmente na "cidade maravilhosa". Pena que Rosemiro não viveu para ver: quando soube do caso, suicidou-se com uma overdose de calmantes e bebidas. Seu filho, um gay, era a total destruição de todos os seus sonhos. Batista arrumou emprego como peão de obra, afinal, precisava de dinheiro para sustentar suas seis filhas. O sonho do casal é ter um filho homem e que ele seja um jogador de futebol. Antonio Batista, o único filho que eles tiveram, nasceu tão retardado que ateou fogo no próprio corpo e deu risada até a carbonização completa. Coisas da vida...

Inventado por FANATICO, em 3:35 AM Turma do Amendoim:

Sábado, Abril 09, 2005

Briga de Bowyer e Dyer faz Fifa mudar regras

Após a briga envolvendo os atletas do Newcastle, a Fifa decidiu tomar uma atitude. Se você está pensando em mais ações drásticas, suspensões ou ainda exclusões do esporte, está terrivelmente enganado.

A Fifa decidiu acrescentar um capitulo em seu regulamento para trazer um atrativo a mais para o espetáculo. Aqueles que quiserem resolver suas diferenças através dos sopapos não serão separados ou expulsos. Lutarão até que o primeiro caia, seja nocauteado, cuspa algum órgão ou venha a ter seu óbito declarado pelos médicos de plantão.

Outros meios de agredir o adversário serão válidos: chuteiras, cuecas suadas, cadeira, gandula, jogar o rival de cabeça na trave, apitar em seu ouvido, pegar a bandeirinha e fazer o outro descomer etc...

Em caso de membro separado do corpo, o mesmo poderá ser usado como arma. Não há arrego: o primeiro que morrer perde. Então o falecido é retirado do gramado, outro potencial presunto entra em seu lugar e tudo segue, como se nada houvesse acontecido. Um morte vale uma penalidade, duas valem um gol e três da W.O. A família do jogador que morreu bravamente em prol do espetáculo terá direito a bater com um taco de beisebol no assassino de seu parente durante o intervalo da próxima partida.

Os torcedores mais exaltados serão jogados na jaula dos leões, que fazem agora a segurança do estádio. Devoluções a familiares não serão feitas, uma vez comido não há volta. Os mortos em campo também servirão de alimento aos felinos. Assim como o Vaticano, a Fifa segue moderninha em alguns aspectos, mas conservadora em outros. Mas o que diabos as duas entidades tem em comum, fora o fato de João Paulo II ter sido goleiro em sua adolescência? Ora, as duas descobriram que a morte dá ibope.

Inventado por FANATICO, em 12:49 AM Turma do Amendoim:

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Primeiro de Abril...infelizmente

Neste primeiro de abril, dia universal das invenções, trapaças e mentiras, vamos pelo menos uma vez na vida fazer jus ao nome deste pseudo site e aproveitar a data. Não vamos aqui criar fatos como de costume, mas sim imaginar algumas situações que nós provavelmente não viveremos para ver.

Tomo I: Os Campeonatos Nacionais: Tudo transcorre normalmente, sem problemas judiciais, Sandros Hiroshis, Gamas ou torcedores que atiram copos e outros utensílios ao gramado (ver Torcida). O campeonato Brasileiro começa em julho e acaba em maio, sendo paralelo a Copa do Brasil e a Libertadores. Os quatro primeiros do Brasileiro vão para a Libertadores, enquanto o quinto e sexto lugares vão disputar a Sul-americana. Há uma alta premiação em dinheiro para aqueles que finalizam o torneio bem posicionados, sendo esse bônus muito maior ao campeão, obviamente.

Tomo II: Os Clubes: Todos os clubes da primeira e segunda divisão nacionais vivem com uma bela saúde financeira. Os clubes pagam um bom salário aos jogadores e não vivem na inadimplência. As diretorias são bem estruturadas, profissionais e intencionadas. Planejamento e administração são fatores levados a sério. Os estádios e outras dependências do clube são bem cuidadas, para dar um maior conforto ao torcedor.

Tomo III: A Torcida: Não existem brigas. Aquele que for pego brigando com a camisa de seu clube não pode mais ir ao Estádio por um longo período de tempo, tendo que se apresentar a delegacia mais próxima a sua casa. Não comparecendo, é xilindró no safado. Com o conforto no estádio e a organização do clube, a torcida passa a levar a sério e não destrói mais o próprio patrimônio. Saem de cena os marginais do futebol, entram os torcedores bem intencionados, que querem apoiar o clube e não matar o torcedor que está do outro lado.

Tomo IV: Os Jogadores: Ganhando bem, tendo um clube estruturado e uma torcida que não o persegue, o jogador brasileiro passa a ficar mais no país e respeitar os contratos. Claro que alguns vão sair para os Milans e Real Madrids, mas não veremos mais até os Wéscleys deixando a terra do futebol. Isso contribuiu para que a torcida vá ao campo, ver melhores jogadores e conseqüentemente, melhores partidas. Além disso, o jogador se tornará profissional não só na carteira de trabalho, mas em suas atitudes.

Tomo V: A Arbitragem: Árbitros profissionais, com cursos intensivos de arbitragem a cada ano, para rever conceitos e analisar pontos para melhorias. O juiz brasileiro passa a se preparar bem e não recebe pressões das diretorias e federações, não levantando dúvidas em relação ao seu profissionalismo.

Tomo VI: A imprensa: Para contribuir com esse ambiente todo descrito acima, a imprensa nacional esportiva tem de ser séria, não manipulando informações e criando fatos a bel prazer, apenas por alguns exemplares vendidos a mais ou pontos no ibope. Os comentaristas dos canais de televisão e rádio serão profissionais da área e não mais os Netos e Falcões, com aquelas opiniões de criança ou em cima do muro. Com toda esta maravilha descrita, a imprensa tem de acompanhar senão volta tudo como antes.

Tomo VII: A Seleção: Não será mais uma perda de tempo acompanhar as partidas da seleção nacional. Os jogadores terão motivação para dar alegria ao torcedor e deixar de lado por um momento o seu bolso, seus carrões e a mulherada. As goleadas em cima dos Perus e Venezuelas voltarão a acontecer e assim a seleção se fortalece.

Não Tomo Mais Nada

Inventado por FANATICO, em 2:02 PM Turma do Amendoim:

Quarta-feira, Março 23, 2005

Projeção dos Galácticos após o Galacticídio

Após algum período ausente volto com as previsões, formato de texto no qual posso liberar toda minha insanidade e escrever o lixo que eu bem entender. Neste belo trecho de nossas vidas, em que nossos times não são um fracasso (a não ser que você torça pela Roma, por exemplo), podemos nos sentir a vontade para rir da desgraça alheia, especialmente no caso dos madrileños. Com a derrota frente a Juventus na Liga dos Campeões e os recentes tropeços na Liga Espanhola, a diretoria espanhola já anunciou que planeja uma profunda reformulação em seu elenco. Até mesmo o salvador Casillas está ameaçado, por incrível que pareça.

Na condição de pessoas inteligentes (eu espero) que lêem este pseudo site, vamos exercitar nossas mentes e imaginar o futuro das estrelas que compõem o céu chamado Real Madrid. Alguns jogadores serão ignorados pela representatividade nula que têm. Se você joga no Madrid e não foi citado abaixo, me desculpe, mas você não me serve de exemplo. Engula o choro e siga lendo. Se você é um técnico tampão que assumiu o time e acreditava que esta era a oportunidade de sua vida, me desculpe, mas era uma pegadinha do João Kleber:


Ahhh Luxemburgo, você caiu na pegadinha do João. Ai que engraçado! (Risada de vilão)


Sem mais piadinhas, vamos analisar o futuro das estrelas. Atentem que o futuro futebolístico está em segundo plano, dando assim mais atenção a vidas dos nossos personagens.

Casillas: Acostumado a salvar a honra de seu time, acabou entrando para uma profissão semelhante após a aposentadoria dos gramados: para-médico. Não seu imbecil, para-médico não é um médico com problemas, como na para-olímpiada. Um belo dia, o Santiago Bérnabeu acabou pegando fogo e o Dr. Casillas tentou passar pelas chamas para salvar alguns torcedores que estavam presos no estádio. Acabou carbonizado, agarrado a trave que um dia defendeu.

Roberto Carlos: Com sua habitual violência nos chutes, passará anos e anos na cadeia após dar uma bica em sua roliça esposa em um momento de fúria. Dizem que ela deu uma cusparada nele, como Chilavert fez. Ele arregou para o goleirão do Paraguai, mas machão que é não pensou duas vezes antes de agredir sua companheira. As más línguas dizem que ela não deu uma cusparada, apenas tinha a língua presa. Solto após mais de 25 anos, tentará se tornar cantor, mas o outro Roberto Carlos o processará por falsidade ideológica. Na miséria, andará anônimo pelas ruas pedindo esmolas com um enorme cabelo rasta e uma máscara, utensílio que usou por toda a carreira.

Woodgate: Após tanto se machucar, Woodgate irá se aposentar sem nunca ter jogado uma partida sequer pelo Madrid. Um belo dia acordará com lepra e irá desmanchar pouco a pouco, sumindo gradativamente. Isso antes de se aposentar. É que ninguém lembra dele mesmo...

Figo: Perambulou por diversos clubes europeus, aposentando-se aos 54 anos, quando defendia o grande Hércules, da Espanha. Voltou a Portugal e acabou tornando-se técnico da Seleção Portuguesa após a demissão de Scolari com o fracasso luso na Copa de 2026. Campeão Mundial em 2030 e da Euro em 2032, Figo abandonou o futebol e veio morar no Brasil, onde montou uma padaria. Aos 70 anos (2042) assumiu a presidência da Portuguesa de Deportos. Em sua gestão, a Lusa viveu seu período de glórias conquistando vários títulos, entre eles a Libertadores e o Mundial Interplanetário, derrotando o Cosmos de Saturno na grande final.

Beckham: Tornou-se modelo de grifes famosas. Até que, num acidente automobilístico, teve sua face deformada. Deprimido, abandonado pela esposa e endividado até o pescoço após passar por uma centena de cirurgias plásticas, Beckham acabou se suicidando aos 40 anos. Médicos tentaram cloná-lo anos depois, e então nasceu o Frankenstein.

Zidane: Largou o futebol profissional em 2007, como anunciado, e passou a investir suas econômicas em pesquisas, procurando uma cura definitiva para a calvície. Em 2035, já com 63 anos, Zinedine é preso por acidente, confundido com um Leão que fugiu do circo, de tão peludo que acabou ficando. Tony Ramos é fichinha. Processou a polícia que o prendeu e o circo, ficando milionário novamente. Voltou a gastar tudo com as mesmas pesquisas. Acabou taxado como louco. Passando por problemas psicológicos (resultado das pesquisas e testes, que alteraram seu DNA), acabou listando-se na Al Qaeda. Seu destino é desconhecido.

Ronaldo: Tornou-se um andarilho da bola. Onde havia alguém interessado em pagar uma graninha, Ronaldo fazia sua mala e ia lá enganar por algum tempo os torcedores. O importante era ele receber, afinal, precisava pagar as 147 pensões que todo mês, religiosamente, tinha de depositar. Ronaldo descobriu que seu esporte favorito não era o futebol, e sim o casamento/divórcio. Tentou carreira de padre, mas todos sabiam que ele nunca poderia exercer a santa profissão. Tentou a advocacia, mas sua limitada capacidade de compreender os fatos o tornaram um advogado fracassado. Perdia todas as custódias e bens dos clientes. Acabou abrindo uma churrascaria, que acabou falindo rapidamente. Ronaldo comeu todo o estoque de carnes e dizem que num momento de desespero colocou um garçom no espeto. Seu joelho operado não agüentou os 250 kilos e Ronaldo acabou tendo sua perna amputada. A Nike então lança uma série de pernas de pau com sua logomarca. Ronaldo, o garoto propaganda, acaba botando tudo a perder, usando a perna como graveto para comer Marsmallows num acampamento para gordinhos. Casou com Preta Gil e viveu o resto de sua vida com o que mais gostava, abundância de carnes.

Podem anotar tudo o que disse e me cobrar daqui a 60 anos. Se nada disso que eu descrevi acima acontecer, arranco uma perna fora. Ah, eu sou paraplégico. Adoro humor negro...

Inventado por FANATICO, em 2:41 AM Turma do Amendoim:

Quarta-feira, Março 09, 2005

Projeção 2005 - Um momento de vidência

Bom, como diz o ditado, tarda mas não falha. Mesmo que já adentrando o mês de março, venho aqui fazer algumas projeções e esclarecimentos sobre o que será este ano, o de 2005 dC (depois de Creusa), para você, leigo, inocente, desinformado, tapado, estúpido, ignorante, reprovado no exame de fezes, retardado mental, afetado por doenças que atacam o sistema motor, bêbado, lento, ou simplesmente burro leitor. Poderia ter realizado essa projeção anteriormente, mas esperando um pouco, as chances de eu quebrar muito a cara são menores. E eu não posso ser desmoralizado em público porque, vocês sabem, eu sou bom demais.

Para começar, poderíamos falar da seleção brasileira. Sim, a venerada seleção Canarinho e seu ufanista jingle "não sei quantos melões em ação". Parreira continuará com seu esquema pragmático e Zagallo não vai morrer, apesar de encabeçar todos os rankings de apostas sobre celebridades que vão passar desta pra alguma outra coisa (afinal, não sabemos se é melhor, pior ou mesma coisa) neste ano. Jogadores fora de forma ou em mau momento continuarão sendo convocados e outros que poderiam muito bem entrar no grupo continuarão de fora. Por exemplo, Erasmo Carlos, Gornaldinho e Enganadorzinho Gaúcho continuarão sendo titulares indiscutíveis e endeusados, enquanto outros ficam chupando o dedo. Não vamos entrar em muitos nomes, mas Liédson seguirá marcando gols e de fora, Marcos Assunção comandará o Bétis na Liga dos Campeões da próxima temporada e não vestirá a amarelinha, Doni fechará o gol do Paysandu e não vai tomar a vaga de Dida.

Saindo da seleção, vamos falar de clubes nacionais. Sim, os clubes que colorem o cenário brasileiro e tem um cantinho especial no coração do torcedor e que movimentam milhões que vão continuar parando nos bolsos dos cartolas. Se bem que essa modalidade, a roubo descarado, vai dar espaço a lavagem descarada. Um rapaz estranho, de origem duvidosa e reputação questionável, vai aportar num grande clube brasileiro e vai brincar a vontade de contratar craques, demitir treinadores e inflacionar o mercado futebolístico nacional duma maneira nunca antes vista.

Os grandes ídolos vão sair do Brasil e buscar um lugar ao sol em centros não tão confiáveis. Não se assuste ao ver seu jogador preferido indo defender as cores do Raja Casablanca ou Qwa Qwa Stars. Vão falar que seu clube vai repatriar uma dúzia de craques, mas no final das contas vão contratar um lateralzinho ruim de algum time do interior. Só acredite nessa possibilidade se você torcer pelo clube do cidadão de origem duvidosa. Vai surgir um novo talento, ele vai ser comparado ao Gornaldinho ou a alguma outra estrela nacional que está no Velho Mundo. Ele vai criar o Rei na sua barriga e vai encalhar. No final do ano, ele pode estar na Coréia, no Real Madrid ou defendendo o River do Piauí. Só é certo que ele vai aparecer, vai dar entrevistas para todos os jornais, ser disputado por todas as mesas redondas e vai acabar ignorando as suas origens e deixar na pendura o clube que lhe projetou na primeira oportunidade.

A Europa. Ah, a Europa. Lugar mágico onde todos os rapazes que conseguem calçar uma chuteira gostariam de estar. Muitos vão ganhar uma passagem de ida para lá, muitos vão voltar e defender o clube rival ao que ele antes defendia. Muitos vão falar que vão voltar, enganam o torcedor com juras de amor e vão acabar no Qatar. Vão falar que o Romário vai se aposentar ao final do Carioca. Depois vão dizer que ele se aposenta ao final do Brasileiro. E ele muda de idéia e decide que ainda dá mais uns seis meses. Algum insano vai dizer que ele deveria ser convocado porque hoje em dia só tem perna de pau. Mas eu falava da Europa. Na Europa, uma forte crise vai tomar conta do Real Madrid por conta das brigas da estrelas. Alguém vai sair, um técnico vai ser dispensado. Na Itália, a Juventus vai ser ajudada pela arbitragem, o Milan vai ser campeão e algum time de tradição vai falir. Na França, o Lyon vai ser campeão de novo e Juninho continuará sendo herói nacional, mas vai acabar indo defender algum gigante do continente.

Uma certeza. Vão falar que o futebol a cada ano piora, que tudo é uma grande porcaria, mas vão se apegar ao menor sinal de bom futebol para poderem comparar a alguma estrela que não está mais nos gramados para satisfazer o lado saudosista e masoquista dos cronistas brasileiros. Eles fazem questão de deixar claro a todo o momento que tudo piorou, ninguém presta e que Nostradamus já dizia que o Mundo ia acabar numa bola que acertou uma vidraça e desencadeou uma explosão nuclear que devasta o planeta e apenas os Galeanos e Gattusos sobrevivem.

Uma coisa é certa: tudo isso vai acontecer e não vai ser novidade pra ninguém. Não digam que eu não avisei.

Inventado por FANATICO, em 4:25 AM Turma do Amendoim:

Quarta-feira, Março 02, 2005

Manú: a polêmica

Após o post abaixo, choveram e-mails em nossa redação, criticando o triste final dado para a trama, quando o personagem central do episódio acabou por falecer por vias naturais. Manú, pequeno jogador de futebol do Super Mouse FC, acabou fixando raízes nos pequenos e frágeis coraçõezinhos de alguns leitores, que não aceitaram a maneira como o episódio terminou, exigindo uma retratação. Como sempre primamos pelo bom senso, resolvemos dar uma satisfação aos fiéis leitores de nossas sagas. Para isso, fizemos uma grande pesquisa, para chegar a um número válido de alternativas. Vamos a elas:

1 - Manú foge para viver um grande amor. Conheceu em um bar que tocava forró uma morena linda, 20 anos, maneta, míope, banguela e analfabeta. Por ser estúpida demais para perceber que Manú não passava de um débil mental, acabou aceitando o flerte do garoto e perdeu seu maior tesouro, como dizia sua mãe. Pegos no flagra pelo pai da moça, um estivador de dois metros de braço, acabaram obrigados a casar, e Manú, então com 1,20 de altura, foi trabalhar no Porto de Santos. Um dia, numa pelada com os companheiros de equipe, foi visto por um olheiro do clube local e transformou-se em ídolo nacional e mundial. Ganhou o prêmio de Melhor da Fifa 9 anos consecutivos, sendo que 8 desses prêmios recebeu quando defendia o Real Madrid. Até hoje há quem diga que ele é o maior de todos os tempos. E também o menor: pelos exercícios no Porto, sua musculatura atrofiou e nunca passou dos 1,20.

2 - Andando pela cidade de madrugada, em mais um de seus acessos de loucura, presenciou um assalto a banco. Os ladrões viram o pequeno e magrelo garoto e o convidaram para se juntar a gangue de fama internacional, isso depois de desistirem de apaga-lo, afinal, ele sabia demais. Imaginaram que, com aquele tamanho, ele poderia entrar e passar por lugares que nenhum dos membros atuais da gangue poderiam. Mas não perceberam que ele era demente mesmo, não era graça. Quando ele tentava comer pela orelha, era de verdade. No primeiro assalto que Manú participou, ele estragou tudo. O plano era invadir uma grande loja de variedades, um grande supermercado. Passaram Manú por uma janela para que ele abrisse a porta dos fundos sem que fosse necessário arrombar. Manú mal havia entrado na loja e já havia esquecido dos amigos lá fora. Dormiu numa cama de bichinhos de pelúcia após comer tudo que podia três vezes, já que ele vomitou duas. Passou 10 anos na prisão por tentativa de assalto. Sofreu um acidente que inexplicavelmente lhe deu uma inteligência impressionante. Pediu empréstimos, abriu seu próprio negócio e em 3 meses estava falido: bateu a cabeça e voltou a enlouquecer. Um dia lhe falaram sobre queima de estoque e ele botou fogo na loja. Acabou nas ruas, fazendo pequenos shows no centro da cidade, onde casou e teve 13 filhos, todos eles mais dementes que o pai.

3 - Para finalizar, que já estou dando atenção demais a esse povo que não dá valor as nossas idéias e fica dando palpite. Manú deixou a concentração aquele dia e foi raptado por um laboratório, que fez testes com Biotônicos e vitaminas fortificantes. Virou cobaia duma campanha para reverter casos como o dele, de não crescimento. Com tantas fórmulas, acabou ficando com 3 metros de altura, uma coisa inacreditável. Tentou a sorte na NBA, mas os outros times fizeram protestos pela ignorante altura do rapaz. Arrumou emprego em construções. Trabalhava como andaime humano. Foi um sucesso, Apareceu até no Fantástico. Mas um dia Manú começou a encolher. Ficou ainda menor do que era. Transformou-se em piloto de testes de autoramas e empreiteiro de casa de bonecas. Fez fortuna com projetos ousados. Morreu sufocado no próprio dinheiro.

Floreando para Bráulio

Nosso amigo Bráulio veio a mim pessoalmente dizer que tinha ficado sensibilizado com a morte de Manú. Coisa de gente frouxa. Então, a partir deste post, sempre que houver acontecimentos cruéis, entraremos com essa seção, para que a sensibilidade de nosso grande amigo e leitor não seja afetada. Vamos lá:

Manú não morre. Ele decide fugir pois estava cansado da vida de treinos e da repressão de sua sexualidade. Queria ser bailarino. Foi para Moscou e entrou para a escola nacional de balé. Feliz, casou-se com Iván Trotski. Compraram uma casa no campo, com uma cerca branca, e sempre que nevava divertiam-se com sexo ao ar livre. Adotaram um garoto de rua para ser o filho/escravo sexual dos dois. E viveram felizes para sempre.

Inventado por FANATICO, em 2:25 AM Turma do Amendoim:

Sábado, Fevereiro 26, 2005

A triste história daquele que nunca foi aquilo que nunca poderia ter sido

Ok. O título não faz sentido. Talvez faça um pouco. Pare e leia-o novamente. Não é brincadeira. Enquanto você não ler de novo o título eu não continuo a escrever. E se você tentar dar uma de espertinho seu monitor vai explodir. Ok. Leu de novo? Entendeu agora o título direitinho? Que bom! Porque ele não tem nada a ver com o que vou descrever. Há, engraçadão!

Manuel Alberto dos Santos Filho (um nome fictício) jogava futebol no Super Mouse FC (um nome fictício). Trabalhava desde pequeno para ajudar a mãe (uma progenitora fictícia), que não tinha condições de criar os filhos após a morte do pai (um suposto pai) e com 16 anos ( uma idade fictícia) ingressou nas categorias de base do SMFC ( uma sigla fictícia). Manu (uma abreviação fictícia de seu nome) era um meia direita de muito talento e pouco cérebro. Colecionou confusões nas categorias inferiores do clube como furar todas as bolas na calada da noite, colocar laxante na comida da Comissão Técnica, mandar telegramas falsos para os garotos da mesma posição que a sua antes dos jogos, avisando que algum parente estava morto e ele tinha de ir ao velório, colocava a chuteira dos "amigos" no congelador. Ninguém suportava Manu, nem a própria mãe, que não pensou duas vezes antes de mandar o filho para o clube 150 km distantes de sua casa. Assim ele ficava no dormitório do clube e ela podia receber visitas noturnas. Mas isso não vem ao caso.

Quando não estava com o diabo no corpo, aparentemente não sobrava ninguém lá dentro. E não era raro ver ele correndo pro lado errado com a bola e marcar um gol contra, por pura desatenção, para não dizer estupidez. Quando saia do clube e não ia parar na delegacia, se perdia na rua. Nunca lembrava como voltar, e principalmente, porque diabos tinha saído. No início era uma confusão desgraçada no clube de manha quando percebiam que Manu tinha sumido. Passada a desconfiança de que a qualquer momento ele iria aparecer com alguma diabrura, o pessoal do clube saía pelas ruas para o procurar. Geralmente o achavam em algum lugar, perguntando "como fazia pra chegar naquele clube que só tinha garoto ruim de bola". Mas com o passar do tempo ninguém mais se surpreendia com os sumiços de Manu. Só se preocupavam em procurá-lo quando era dia de jogo. Porque Manu era louco mas não burro, e no clube realmente só tinham garotos ruins de bola.

Dentro de campo Manu era infernal. No sentido literário. Agredia os seus marcadores, xingava o juiz, fazia gestos obscenos para a torcida, batia nos próprios companheiros de equipe. Teve um dia que pegou a bandeirinha do auxiliar e saiu correndo que nem um louco, gritando "Xumaker!! Eu sou o Xumaker". Era um passa mal de marca maior. Mas com a bola nos pés desequilibrava, o que obrigava o clube a agüentá-lo. Mas teve um dia que Manu saiu da concentração e nunca mais voltou. Procuraram ele por todos os lugares que ele freqüentava, mas sem sucesso. Nem a mãe teve mais notícias do "infant terrible".

Uns dizem que tentou carreira na Formula 1, mas frustrado com a falta de oportunidades, tenha virado um padre maluco que invadia eventos esportivos relacionados a corridas, começando justamente pela Formula 1. Outros acreditam que ele se perdeu na vida. Mas poucos sabem que Manu morreu de velhice: era na verdade um anão de 75 anos.

Inventado por FANATICO, em 2:07 AM Turma do Amendoim:




FANÁTICO EC



























Powered by Blogger